Numa sociedade com pretensões a modernizar-se e a tornar-se referência na dinâmica do Desenvolvimento, a aposta na Cidadania é um aspecto essencial para essa premissa.
Objectivamente a Candidatura de Manuel Alegre de entre muitos aspectos positivos, as questões da Cidadania, da Lingua, da Pátria, da Igualdade de Oportunidades, da Abertura da Sociedade a uma maior participação no espectro social ou partidário, revelam-se como a base estruturante de um Movimento Cívico.
Eu acredito nos Movimentos e no Poder do Cidadão, não fosse eu Dirigente Associativo desde os 16 anos, não fosse a minha escola política o Associativismo.
Hoje, sou também militante do Partido Socialista, e continuo a acreditar que é necessária a existência de movimentos cívicos, aliás o próprio Partido Socialista acredita nesta premissa, pois tenta-o fazer com as Novas Fronteiras.
Neste sentido o capital político da Candidatura de Manuel Alegre, entendo eu, coloca-se ao serviço de quem a serviu, a sociedade, tranformando-se em Movimento Cívico, tranformando-se num dos lugares da Cidadania, pois é do meu entendimento que muitos mais Lugares da Cidadania precisam de existir em Portugal e no Mundo.
Quero continuar a dar o contributo da minha consciência, e a minha consciência dita que estou neste movimento enquanto ele não se crie numa pedra de arremesso entre partidos, ou se transforme numa plataforma contra o PS.
Acredito na transversalidade da causa Lugar da Cidadania, enquanto este reflectir o que representou o Contrato Programa da Candidatura, enquanto ele reflectir a característica Nacional do Projecto, ou seja, não deve, nem pode ser um movimento que fique condicionado a uma agenda política local ou regional.
Estarei sempre com e por Portugal.
Jerónimo Silva